UBAJARA REALIZA SEMINÁRIO HORTIFRUTEC E SEDIA AGROPACTO ITINERANTE

No dias 11 e 12 de dezembro próximos, o município de Ubajara, localizado na Serra da Ibiapaba realiza o Seminário Hortifrutec Ibiapaba, uma promoção do Sindicato Rural de Ubajara, com o patrocínio do Sistema FAEC/ SENAR-CE.

O evento será realizado no Auditório da Secretaria da Agricultura de Ubajara, ( local) e a abertura será com uma reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense- AGROPACTO , promovido pela Federação da Agricultura e  Pecuária  do Estado do Ceará- FAEC, com o tema: Programa de integração de produtores da Floricultura Reijers.

O Presidente da FAEC, Flávio Saboya e o Superintendente do SENAR- CE, Sérgio Oliveira da Silva estarão presentes ao Hortifruti e Agropacto.Inácio Parente , Presidente do SINRURAL de Ubajara reuniu os produtores de rosas da Ibiapaba na sede do Sindicato, para discutir sobre o evento.

PRODUÇÃO DE ROSAS CRESCE NA IBIAPABA

A região da Serra da Ibiapaba abriga grandes empresas do setor de floricultura, gerando emprego e renda para e região e fortalecendo e diversificando a economia cearense. Nem mesmo a seca forte que assola o Estado há anos tem parado essas empresas, que já vislumbram a expansão dos negócios a partir da maior organização do setor e também das oportunidades que vão surgir com equipamentos como o hub aéreo da Air France-KLM e Gol.

Entre as grandes empresas instaladas na região da Ibiapaba está a Reijers, que possui duas fazendas em território cearense – em São Benedito e Ubajara – e outras nove no restante do País. A empresa  projeta dobrar a produção e o número de postos de trabalho gerados em até três anos. Atualmente, a Reijers produz 150 mil hastes de flores de 16 espécies diferentes por dia, um total de cerca de 48 milhões de botões por ano que geram renda para 450 funcionários diretos. De acordo com o diretor e proprietário da Reijers, Roberto Reijers, a empresa está ampliando e diversificando a produção no Estado. Ele conta que haverá produção de outros tipos de flores e principalmente aquelas em vasos. Além disso, a empresa também está de olho no mercado externo. “A Holanda é o maior distribuidor de flores para a Europa. Com o hub, nós teremos duas frequências semanais entre Fortaleza e Amsterdã, o que gera a possibilidade para voltarmos a exportar”, afirma Roberto Reijers. Segundo ele, o objetivo é exportar de 20% a 30% da produção cearense, o que deve gerar incremento no faturamento da empresa na mesma ordem.

“O mercado mundial de flores sofre a pressão de muitas ofertas de países da África, Colômbia e Equador, mas esperamos conquistar um espaço no mercado. Já começamos o contato com os clientes e esperamos iniciar em dezembro quando haverá maior demanda”, acrescenta o produtor.

Pequenos produtores

Além disso, a área de cultivo da Reijers também será ampliada.  Serão mais 120 hectares, sendo 70 deles destinados a um projeto de integração com pequenos produtores da região da Ibiapaba que promete gerar uma renda líquida de R$ 3 mil por mês para cada produtor.

“Para os pequenos produtores, haverá segurança na aquisição da produção através de uma empresa âncora, além de estarem recebendo toda assistência técnica”, destaca Roberto.

Turismo

A produção de rosas, que já atrai um grande número de visitantes em regiões como a Holambra, em São Paulo, também tem sido uma opção para o turismo no Ceará. A visitação às estufas está se popularizando no Estado, que já recebe 70 mil turistas por ano na região da Ibiapaba.

Vendo o potencial das atividades nesse sentido, entidades como o Banco do Nordeste (BNB), a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE) e o Instituto Agropolos do Ceará firmaram parceria para criar o projeto Rosas da Ibiapaba, que objetiva impulsionar a região através da produção, turismo e gastronomia.

Investimento

O Banco do Nordeste é uma das instituições que abraçou o projeto. Segundo o gerente de Negócios da Área Rural do Banco em São Benedito, Leônidas Paz, são duas as opções de linha de crédito para os produtores. “Na área rural, temos o FNE Rural e o Pronaf, do Governo Federal. As taxas de juros são de 5,41% ao ano para o FNE e,  em relação ao Pronaf, esse percentual varia de 4,6% a 5% ano”.